O que você precisa saber ANTES de levar um cão pra casa

Se você está pensando em ter um companheiro canino, primeiro leia esse texto, ele vai te auxiliar a preparar o terreno para a chegada desse novo membro a família e, principalmente, vai te alertar para não cometer erros bem comuns e que podem mandar esse sonho de amor eterno e amizade pelo ralo em poucos dias.

Antes de qualquer coisa, você precisa pensar muito bem ANTES de realmente tomar essa decisão. Será que um cão cabe mesmo na sua vida? Como é sua rotina, e mais, como ela possivelmente será pelos próximos 10 ou 15 anos? A expectativa média de vida de um cão é de 10 a 15 anos, se você realmente quer um amigo ou um filho canino, vai precisar se dedicar a ele até o final, não é mesmo?

Outra coisa muito comum é as pessoas pesquisarem raças de cães e escolherem raças que teoricamente são mais independentes e toleram mais tempo sozinhas. Porém, nenhuma raça de cão é feita pra ficar 9, 10, 12 horas sozinha fechada em casa, ok? Os cães desenvolveram todo um repertório de comportamentos através do convívio com seres humanos ao longo da evolução, eles precisam da atenção, dedicação e companhia das pessoas com quem convivem. Com enriquecimento ambiental, atividades físicas e mentais um cão pode até tolerar ficar algum período sozinho relativamente bem. Mas não se iluda, não é possível deixar um cão 12h por dia sozinho e esperar que ele estará mentalmente e emocionalmente saudável, não vai demorar pra você sentir o drama através de comportamentos indesejados e o principal, até você perceber que seu cãozinho estará infeliz.

Se você já evoluiu dessa parte e já decidiu que a sua rotina comporta um cão e você está disposto a investir seu tempo, energia e dinheiro , sim, porque nos primeiros meses você terá gastos consideráveis com vacinas, alimentação, enxoval do filhote e educação, e depois ao longo da vida ainda terá gastos fixos e esporádicos. Se você pensou nisso tudo e decidiu, você realmente quer um cão, agora é hora de pensar quem será esse cão. Qual será o porte? Qual o nível de energia? Você vai adotar ou comprar?

Sim, esses são aspectos fundamentais! Vamos por partes!

O porte pode ser muito importante dependendo do local onde você mora e também do quanto você tem condições de investir ao longo da vida do seu cão. Um cão de porte maior vai precisar de um investimento maior também, vai comer mais, o banho custa mais e também torna a logística de levá-lo até os locais um pouco mais complicada, o que não impede de você fazer absolutamente nada, mas é bom pensar nisso. Um erro que as pessoas cometem é acreditarem que todo cão grande precisa de espaço e, por esse motivo, não se adaptam em apartamento e que, nesse caso, se você escolher cães pequenos e médios será melhor. CUIDADO! Isso nem sempre é verdade!

Claro, se você mora numa apartamento muito pequeno, ter um cão de porte grande pode ser um problema por conta de espaço mesmo. Imagina, cada vez que ele ficar feliz e balançar o rabo, quebra sua casa toda! Porém, existem cães de grande porte que são tranquilos e se adaptam super bem dentro de casa, inclusive em apartamento. O Golden Retriever, por exemplo, é um cão que necessita muito da companhia humana. É um cão que certamente será mais feliz e menos ansioso se criado dentro de casa junto com a família do que num quintal enorme e tendo companhia humana em alguns momentos do dia. Já um Border Collie, apesar de ter um médio porte, não é recomendado para apartamento e nem para famílias que não estejam dispostas a realmente incluir o cão na sua rotina e dar a ele estímulos mentais e atividades regulares. É um cão que facilmente ficará entediado e começará a encontrar coisas para se ocupar e facilmente desenvolverá problemas de comportamento por um manejo inadequado.

Isso nos leva a outro ponto importantíssimo, o nível de energia que o cão tem. Veja bem, ninguém precisa virar atleta porque decidiu ter um cão, ok? Mas, se você é uma pessoa mais tranquila, não dá pra esperar ter compatibilidade de rotina e convívio com um cão altamente ativo né? É melhor escolher um cão mais tranquilo também, que vai se contentar em ficar pertinho de você enquanto você assiste sua maratona se seriados ou trabalha. E não subestime esse fator, grande parte dos problemas mora exatamente aqui. Famílias que escolhem cães incompatíveis com seu nível de atividade. Imagina só você querendo assistir aquele seriado e o seu cão a 1000/h querendo inventar todo tipo de brincadeira pra chamar a sua atenção? Por outro lado, se você não gosta de ficar parado, um cão mais ativo pode se tornar uma ótima companhia para as suas aventuras! Vá em frente!

Outro dilema bem comum é: adotar um cão ou comprar?

Bom, se você pensar bem, existem tantos cães por aí precisando mesmo de um lar… será que você precisa realmente comprar? Algumas vantagens de adotar, além de estar contribuindo com uma causa social, é que você não vai precisar investir uma boa grana em comprar um cão. Você pode aproveitar esses recursos pra investir nas vacinas e cuidados iniciais e numa boa educação para tornar esse convívio bem legal desde o começo. Você pode também escolher um cão adulto, nesse caso, você não precisa enfrentar a fase de filhote que causa alguns contra tempos na rotina e o cão já tem o porte e o temperamento bem estabelecidos, ou seja, você já pode ter uma boa noção de como vai ser essa adaptação.

Agora, se você decidir comprar um cão, porque precisa de determinadas características específicas ou por qualquer outro motivo, tudo bem também. Porém, lembre-se de pesquisar muito bem o canil. Boas criações não vendem super barato, afinal, criar com cuidado custa caro! E, por favor, não compre filhotes em feiras, em sites de classificados ou de qualquer lugar! Ao fazer isso, além de não ter garantia nenhuma de estar realmente levando um cão da raça escolhida para casa o pior de tudo é que você certamente estará financiando maus tratos! Então, se você optar por comprar faça isso com consciência! Seja responsável!

Adotando ou comprando, o amor será o mesmo!

Bom, agora que você pensou em todos esses pontos, existe algo que não é opção: você terá que educar seu filhote caso queira conviver bem com ele! As pessoas tem um péssimo hábito de esperar pra ver se dá certo, esperar passar essa fase ou ainda ir levando o cão até que ele desenvolva um problema de relacionamento social ou com a família para só então buscar auxílio profissional. Não cometa esse erro!

Filhotes tem necessidades específicas e relativamente simples de serem atendidas. Com o auxílio de um bom profissional, atualizado e que trabalhe com técnicas positivas, você vai conseguir suprir as demandas do seu filhote e adaptá-lo muito mais facilmente a rotina desde o início, desde quando o filhotes chegar na sua casa. Não espere até que ele tenha uma certa idade ou que desenvolva algum problema. Trabalhe na PREVENÇÃO, será mais rápido, fácil e prazeroso. Muitos  dos problemas de confiança, relacionamento familiar e social que os cães desenvolvem começam logo que o cão chega na família, por manejo inadequado. Falta de socialização e educação sanitária feitos de forma inadequada podem destruir os relacionamento e a confiança do seu cão. Por isso é importante fazer as coisas com a orientação adequada.

Se você seguir todos essas orientações, essa relação tem tudo pra ser um sucesso. É só curtir a companhia do seu novo amigo!

Por que meu cão não me obedece?

Quando falamos de ter um relacionamento com nossos cães, falamos de uma via de mão dupla, ou seja, o que cada um dos lados faz em prol desse relacionamento. O que eu faço e o que o cão faz.

Porém, quando se trata de conviver com os cães em nossas casas, existem muitos fatores que influenciam os comportamentos dos cães e que, a menos que sejam ensinados, não são escolhas naturais para eles. Nesse caso, o que eu faço influencia diretamente o comportamento do meu cão, ou seja, o comportamento dele normalmente é um reflexo das minhas atitudes e escolhas.

Quando queremos que os cães aprendam algo, além de precisarmos empreender alguma energia em ensinar, precisamos fazer isso de uma forma que ele entenda. Se você vem tentando educar seu cão sem sucesso, a seguir listarei algumas situações bastante comuns e que, provavelmente, estejam te impedindo de criar uma comunicação eficaz com seu amigão.

  • Colocar atenção no mau comportamento

Você já ouviu a frase: “Aquilo que alimentamos cresce”? Pois é, se você direcionar seu foco apenas para os comportamentos ruins, eles ficarão cada vez mais evidentes. Ao ponto em que, se seu foco for para os bons comportamentos, a tendência é que eles comecem a ocorrer com mais frequência.

Ficar punindo comportamentos indesejados não mostra ao cão o que você espera que ele faça, e pior, quando você faz isso de forma inconsistente, injusta ou no tempo errado você pode estar arruinando o seu relacionamento com ele, provocando confusão mental e quebra de confiança. Melhor mesmo é identificar qual é o comportamento que te desagrada e fazer a si mesmo a seguinte pergunta: “O que eu quero que meu cão faça no lugar deste comportamento?”. Tendo encontrado a resposta, então você precisa identificar o que precisa ser feito para mostrar a ele o que você quer e reforçar muito esse comportamento com atenção, carinho, petiscos e brincadeiras.

Vou te dar um exemplo prático! Digamos que você está aprendendo um ritmo novo numa aula de dança e não está executando um movimento da forma correta. O professor não vai dizer que você é burro, puxar você ou gritar com você, ele vai te apontar qual é o movimento e mostrar exatamente o que você precisa fazer para conseguir executá-lo corretamente, ou seja, ele vai te dar instruções e não broncas. Com os cães também funciona assim, porém, a forma de mostrar é um pouco diferente, não basta falar, você precisa criar as condições para que ele acerte e então mostrar a ele que acertou.

  • Esquecer de reforçar o bom comportamento

Quando o foco está nos erros, é muito comum as pessoas valorizarem demais quando o cão demonstra um comportamento inadequado e ignorarem por completo os comportamentos desejados. Quando o cão rói móveis ou interage com algum objeto “proibido”, por exemplo, as  pessoas rapidamente dão bronca ou se empenham em tirar o objeto da posse do cão. Já quando ele brinca com os seus brinquedos ou escolhe deitar aos pés da família calmamente enquanto assistem TV, as pessoas preferem deixar o cão quieto com medo de estragar o momento de calmaria. Agindo assim, perde-se a valiosa oportunidade de mostrar ao cão exatamente o que se espera dele e de aumentar a frequência com que ele demonstra esses mesmos comportamentos.

  • Esperar que o cão saiba tudo ou aprenda sozinho

Isso é algo muito comum principalmente com filhotes recém-chegados à família e com treinos de educação sanitária. Não é raro encontrarmos famílias que acreditam piamente que, ao comprarem bons brinquedos, tapete higiênico e caminha o cão naturalmente saberá que são brinquedos para brincar, tapete para o “banheiro” e caminha para dormir, só se esquecem de que esses são artigos inventados por humanos e que, na cabeça do cachorro, até que alguém ensine de fato o que é cada coisa esses objetos não tem significado algum. O cão não nasce sabendo que fazer xixi no tapete persa da sala é um crime! Na realidade, para ele pode parecer uma excelente opção, já que o tapete absorve muito bem o xixi e ele não vai precisar sujar as patas e nem ficar pisando na própria sujeira.

Se você quer que seu cão brinque com os brinquedos, então brinque muito com ele e esses brinquedos. Mostre a ele que esses são itens muito desejados por todos da casa e que é o máximo ele estar com esses itens. Se você quer que ele faça as necessidades num determinado local ou superfície, leve-o com frequência a esse local e mostre  a ele onde é o banheiro na sua casa. Não existe mágica.

  • Não querer investir na consultoria de um profissional ou achar que vai conseguir fazer tudo sozinho

O fato é que um profissional estuda muito e tem experiência com inúmeras situações todos os dias. Ele poderá poupar muito esforço e encurtar o caminho até o tão desejado resultado que você quer obter. Um profissional bem atualizado, que trabalhe com metodologias embasadas em ciência, vai poder te orientar e dizer exatamente o que funciona e o que não funciona para a sua realidade, rotina e de acordo com o perfil comportamental do seu cão. É claro que, apenas consultar um profissional sem seguir as orientações é o mesmo que ir ao médico e não fazer o tratamento, não surte efeito algum.

  • Deixar para buscar ajuda quando algo muito grave aconteceu ou quando não consegue mais conviver com o cão

Ao contrário do que muitas pessoas ainda pensam, a educação canina deve ser visando a prevenção e não a remediação de problemas comportamentais e de relacionamento.

Quando você educa para um bom convívio familiar o relacionamento entre a família e o cão é completamente diferente e a tendência com o passar dos anos é que ambas as partes se entendam e comuniquem cada vez melhor. A confiança e o vínculo afetivo que se estabelece também são muito maiores.

Ao deixar que o cão aprenda vários comportamentos inadequados ou esperar que um problema comportamental se agrave para só então buscar auxílio a pessoa acaba sendo negligente e, quando se dá conta, o relacionamento com o cão está deteriorado. As frustrações e o estresse já tomaram conta da situação e o nível de tolerância de ambas as partes já quase não existe mais. Reconstruir a confiança perdida pode ser bem mais demorado e trabalhoso do que parece, assim como, trabalhar sob estresse também pode acabar sendo bastante frustrante. Por esse motivo, o melhor mesmo é educar para prevenir situações indesejadas no futuro.

5 Passos Para Acalmar Seu Cão No Momento da Virada

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Nessa época do ano muitos cães sofrem com medo do barulho causado pelos fogos de artifício e, por esse motivo, o momento da virada pode se tornar um momento de muita aflição tanto para os cães quanto para sua família humana.

Alguns cães tem um medo realmente extremo e nesses casos, infelizmente, nessa hora não há muito que se possa fazer além de preparar um local seguro para evitar que o cão se machuque e ficar alerta caso seja necessário intervir de alguma forma. É possível também consultar um veterinário comportamental sobre a possibilidade de administrar algum tipo de calmante, para amenizar o sofrimento do bichinho.

Em casos de cães que ficam desconfortáveis, é possível seguir algumas dicas para tornar esse momento um pouco menos assustador, porém, essas medidas devem ser PLANEJADAS COM ANTECEDÊNCIA para que possam realmente auxiliar de alguma forma.

Então aí vão 5 passos para acalmar seu cão no momento da virada:

1. Pratique uma atividade física com seu cão

Obviamente essa atividade deve ser feita durante o dia e não no momento dos fogos. Leve seu cão para um longo e relaxante passeio, corra com ele, brinque de bola, enfim, faça-o gastar energia e relaxar.

A atividade pode auxiliar no gasto de energia, redução da ansiedade e também no relaxamento ao longo do dia.

2. Faça uma massagem relaxante 

Antes de chegar o momento assustador, chame seu cão para perto e faça nele uma boa massagem relaxante. Isso pode ajudar a soltar a tensão muscular e favorecer o relaxamento.

3. Prepare o ambiente

Escolha um cômodo da sua casa que, além de seguro, possa manter o som externo mais abafado.

Se seu cão está habituado à caixa de transporte essa pode ser uma excelente hora para usá-la (leia o texto 4 Passos Para Seu Cão Amar a Caixa de Transporte para saber mais). Deixe a caixa num ambiente tranquilo e use um pano para abafar o som. Atenção! Cuidado para não deixar a caixa totalmente fechada e não torná-la quente demais. Você pode também colocar um brinquedo recheado com algo que seu cão ama dentro da caixa, isso pode ajudar a tornar esse momento mais agradável.

Caso você não tenha uma caixa de transporte ou seu cão não esteja habituado a ela, você pode arrumar um cantinho aconchegante para que ele se sinta melhor dentro do cômodo mesmo.

Estimule o faro do seu cão. Deixe petiscos saborosos escondidos pelo cômodo e deixe que ele procure. Você pode também oferecer aquele osso que ele adora (dê preferência aos defumados) ou um belo brinquedo recheado com algo muito saboroso.

Outra coisa que pode auxiliar bastante é deixar uma música tranquila e ambiente ou a TV ligada, isso pode auxiliar a abafar o som dos fogos.

Existe ainda no mercado a opção de feromonas em forma de difusor (Adaptil) que auxilia na criação de um estado de calma nos cães. Esse “aroma” (inodoro para pessoas e animais de outras espécies) é uma réplica da feromona que as cadelas liberam naturalmente aos seus filhotes, logo após o seu nascimento, para reconfortá-los e reforçar o vínculo entre a mãe e a sua ninhada. Esta feromona mantém o mesmo efeito calmante sobre cães adultos em situações estressantes. É importante lembrar que esse produto leva algumas horas para agir de forma completa no ambiente, então esse local deve estar preparado bem antes do momento da virada.

Outra opção é a chamada Thundershirt, uma espécie de colete que através de uma leve pressão ajuda a reduzir a ansiedade do cão, auxiliando em situações de estresse. A Thundershirt foi desenvolvida com base em estudos de Temple Grandin, PhD e Linda Tellington-Jones, PhD, duas renomadas pesquisadoras da área de bem-estar animal. Para que a Thundershirt ofereça algum suporte nessa hora é muito importante que o cão já tenha sido habituado ao uso do colete.

4. Ofereça suporte emocional, SIM!

Existe uma crença equivocada e bastante difundida de que, se o cão está com medo, não devemos dar qualquer tipo de atenção. Esse mito surgiu da crença de que, ao fazer isso, estaríamos reforçando o medo do cão e desta forma piorando ainda mais o problema.

Acontece que já foi cientificamente comprovado que emoções não podem ser reforçadas. Nós reforçamos apenas COMPORTAMENTOS. Ou seja, pense no seu cão como um amigo que está passando por um mal momento. Se sentir a necessidade de dar conforto emocional, não pense duas vezes! Mas lembre-se de também procurar manter a calma, pois, se ele perceber que você também está nervoso (a) pode achar que a situação é ainda pior.

5. Previna!

Se você sabe que esse dia vai chegar religiosamente todos os anos, não espere até esse momento para então fazer algo a respeito. Inevitavelmente os fogos irão acontecer, então, vamos preparar nossos cães ao longo do ano para que esse momento não seja tão assustador!

Se você tem um filhote, ele DEVE ser socializado, habituado e dessensibilizado a sons de vários tipos. Se você buscar um profissional que te auxilie nesse aspecto é muito provável que você não enfrentará problemas sérios com fogos ao longo da vida do seu cão.

Em cães adultos, esse medo deve ser trabalhado ao longo do ano para que, quando essa época chegar seu cão esteja mais habituado a esses estímulos e sofra menos. Também é importante comentar que esse tipo de sensibilidade tende a ser acentuada com o tempo caso não tratada. Procure um bom profissional que possa te orientar com a dessensibilização do seu amigão ao longo do ano.

 

4 Passos Para Seu Cão Amar a Caixa de Transporte

As férias estão chegando e você vai levar seu amigão junto na viagem? Então é importante fazer isso em segurança!

Muitas pessoas tem dó de colocar seus cães em caixas de transporte, mas a verdade é que elas, além de seguras, podem ser amadas pelos peludos. É tudo uma questão de COMO apresentar a caixa ao cão. Apresentada da forma adequada, a caixa pode inclusive se tornar o refúgio preferido do seu amigão, um local onde ele se sinta seguro e confortável.

Primeiro vamos ao tamanho da caixa. Para que ela seja segura é importante que não seja nem grande e nem pequena demais. Ela deve ter altura e largura suficientes para que seu cão consiga ficar em pé e dar uma volta em torno de si mesmo dentro dela.

Obviamente, o cão não deve ser deixado por longos períodos de tempo dentro de uma caixa, pois, para ter o seu bem-estar preservado ele precisa ter a oportunidade de ser livre e explorar, mas ela pode ser muito útil em várias situações, como:

– Viagens: é o meio mais seguro de transportar o seu amiguinho;

– Ao chegar a um lugar novo: se seu cão está habituado como a caixa, irá reconhece-la como uma parte da sua casa com a qual ele se identifica, amenizando o estresse de chegar a um lugar desconhecido;

– Treino para educação sanitária: evita a possibilidade de erro, acelerando o processo de aprendizagem;

– Trovões e foguetes: normalmente os cães se sentem seguros dentro das suas caixas, associando isso a algo positivo (como um brinquedo recheável, por exemplo) podendo amenizar o sofrimento dele nessas situações.

– Passeios: se você vai passar uma tarde em algum lugar, como um parque por exemplo, depois de correr e brincar bastante seu amigo pode querer um cantinho tranquilo para descansar. A caixa é um lugar perfeito para isso.

Bom, encontrada a caixa ideal e sabendo para quê ela serve, vamos ao COMO fazer essa apresentação e conseguir criar o refúgio mais amado do seu amigão! Se você quer que seu amiguinho ou amiguinha AME sua caixa de transporte, você de seguir alguns passos que listaremos a seguir.

1 – Não force nenhuma situação

É perfeitamente natural que no primeiro momento alguns cães olhem para esse novo objeto com desconfiança, afinal eles nunca o viram antes e não sabem que conclusão tirar a respeito. É por isso que não forçamos o cão a entrar, apenas o incentivamos a investigar colocando petiscos dentro da caixa e deixando a porta aberta. Inicialmente coloque os petiscos bem na entrada, assim sem muito esforço ele conseguirá pegar as guloseimas e começará a criar interesse pelo objeto. Depois jogue os petiscos da metade para o fundo e deixe que ele “se vire” para resgatá-los. É normal que nas primeiras vezes o cão fique um pouco resistente a entrar completamente na caixa, mas conforme for percebendo que vale a pena e que não há o que temer vai ganhando confiança.

2 – Avance um passo

Depois que o cãozinho começou a entrar na caixa sem medo, comece a recompensá-lo com um petisco na sua boca antes que ele saia. Isso vai incentivá-lo a permanecer um pouco mais dentro da caixa e facilitar o processo que ocorrerá em seguida. Á partir daqui, você não jogará mais petiscos lá dentro, você vai esperar que ele entre e dar muitas recompensas na sua mão enquanto ele estiver dentro da caixa, antes que ele saia. Aqui você pode introduzir um comando de voz, se quiser. Quando ele (a) estiver entrando na caixa você diz “caixa” e recompensa dentro da caixa. Depois você colocará esse comando um pouco antes de ele (a) entrar na caixa.

3 – Começando a fechar a porta

Agora que seu amigo não tem mais medo da caixa, nós vamos dificultar um pouco o exercício. Quando ele (a) entrar na caixa você vai recompensá-lo (a) com um petisco e em seguida encostar a porta e abri-la novamente, recompensar e deixar que ele (a) saia da caixa. Após repetir esse processo várias vezes você vai aumentar gradativamente o tempo de permanência com a porta fechada, e alternar com situações diferentes, como se afastar da caixa e voltar para perto, sair da vista do seu cão e voltar. Assim ele (a) começará a perceber que pode ser muito bom ficar ali, já que após cada variação você dará um petisco.

É muito importante que você faça essas variações de forma gradativa, caso seu cãozinho reaja com choros ou latidos, você não pode recompensá-lo e nem abrir a porta para que ele (a) saia, senão é isso que você estará ensinando. Nesse caso no próximo exercício você deverá regredir um passo, manter a porta fechada por menos tempo ou se afastar menos, por exemplo, para evitar que ele (a) se estresse.

4 – Permanência por um período maior de tempo

Se você está nessa etapa é porque seu cão já entendeu o processo e já gosta da sua caixa. Agora você vai apenas finalizar esse processo, mostrando a ele que ele pode relaxar ali. Você pode mandar seu cão para a caixa, ou coloca-lo lá dentro e deixar com ele um ossinho ou brinquedo recheável para que ele o desfrute por mais tempo. Assim que o brinquedo acabar você o recolhe e abre a porta para que ele (a) saia da caixa.

Á partir de agora você já pode usar a caixa para a finalidade desejada, seja para viagem, educação sanitária ou como referência para seu cão relaxar!

Escrito por: Veridiana Martins Dias – empreendedora, adestradora e amante dos animais